domingo, 23 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

Too old to rock and roll, too young to die

Coisas

Quando eu morrer ponham as cinzas onde quiserem,
ou vos der jeito.
E se não quiserem, não tem importância.
Fui passando por algumas mortes e lidando com a inutilidade e o peso das coisas que fazem parte do mundo de cada um.
Coisas.
Nada para os que ficam; a vida, para quem partiu.
Quero viver o que a vida respira, e não deixar para trás o peso da minha existência,
se for capaz.

O rosto da Índia

Na Índia, assisti a algumas praticas que constituem por si, verdadeiras paixões.
Não existe templo, rua, canto, casa, onde não se veja alguém debruçado a varrer metodicamente. Figuras, algumas lindíssimas, que se debruçam ao ritmo de vassouras deslizantes.
Deliciavam-me essas imagens.
Sempre gostei de varrer; de pegar na vassoura e de me esquecer. De me perder pelo chão, e de avançar, lenta e ritmadamente.
Num balanço onde o corpo se esquece, e o pensamento se esvai.
Enquanto uns varrem, outros rodeiam-nos, quando nos vêm de máquina na mão.
Sorrindo afectuosamente, pedem para ser fotografados enquanto nos questionam de onde somos, como nos chamamos, porque é que estamos sozinhas.
São velhos, famílias, crianças, de toda a espécie que nos cercam e se debruçam sobre a máquina.
Quando se reconhecem, ou são reconhecidos pelos amigos, têm todos a mesma idade, no sorriso que se alarga até ao brilho do olhar.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Prashant Miranda
Um cheiro a hortelã pimenta.
Odor cheio, no teu cheiro,
que remoça.
Despeço-me de penas e tormentas,
ao viajar por hábitos esquecidos,
rotinas que se recriam,
sorrisos.
- Estás bem, amor?
- Estou

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

sábado, 1 de janeiro de 2011

John Surman

Lonjura

Pressentia o caos, na morna solidão.
Abraçava os dias, na secura da noite.
Entorpecia, na languidez dos sentidos.
Dilatava o ser, na lonjura das coisas.
Por fim, adormecia.